Polícia prende três por latrocínio em Manoel urbano

DSC00581Dois menores de 16 anos e Santo Gonçalves Lopes, 21, vulgo “Santinho”, foram presos pela equipe do delegado Remullo Diniz, acusados de matar para roubar o aposentado Francisco Chagas de Araújo, de 74 anos, conhecido por “Chico Guilherme”. O crime aconteceu no inicio do mês de julho, no centro da cidade.

O encarceramento dos acusados ocorreu no último dia 24 de outubro, por determinação da juíza Zenice Mota Cardozo, que expediu mandado de prisão contra Santo Gonçalves Lopes, e mandado de Internação contra os adolescentes. Em depoimento na delegacia, os menores, conscientes das benesses do Estatuto da Criança e do Adolescente, contaram com detalhes como planejaram e executaram o crime, enquanto o “Santinho” negou participação no latrocínio.

Um dos marginais contou ao delegado que na noite do crime, chegou pela frente da casa e pediu comida a vítima, que preparava o jantar, tudo para distrair a atenção do idoso, enquanto o “Santinho” e o outro comparsa adentraram na casa por trás e agrediram “Chico Guilherme” com golpes de barra de ferro. A vítima ficou desacordada e foi coberta com um lençol enquanto os ladrões buscavam por R$5 mil, quantia que os assaltantes caçavam em razão de um boato que ouviram dias antes do crime.

Com as diversas diligências investigativas e principalmente com os indícios materiais coletados foi possível individualizar as condutas de cada um dos autores da barbárie, e revelou-se que os criminosos escolheram a melhor hora para atacar a vítima, já na calada da noite, fazendo do seu número (em três) uma arma indefensável para um idoso de 74 anos de idade.

ENTENDA O CASO – Na manhã do dia 03 de julho de 2013 o senhor Francisco Chagas de Araújo, de 74 anos, conhecido por “Chico Guilherme” foi encontrado gravemente ferido dentro de sua casa, na Rua Presidente Castelo Branco, Bairro São Francisco. No piso da casa havia um rastro de sangue desde a entrada, passando pela cozinha, indo até o quarto, onde o idoso foi encontrado, deitado numa cama.

“Chico Guilherme” foi socorrido e levado para o hospital, mas seu estado de saúde não permitia manifestar qualquer indicação do que aconteceu. Dias depois, ele morreu em Rio Branco por traumatismo crânio-encefálico.

INVESTIGAÇÃO – O crime gerou grande repercussão na cidade, e com a morte do idoso, aumentou a pressão sobre as autoridades pela captura de todos os criminosos envolvidos. Uma barra de ferro suja de sangue foi encontrada pelos peritos, que também recolheram digitais no local do crime.

O delegado ouviu familiares, vizinhos e pessoas conhecidas da vítima, além de alguns suspeitos que surgiram após denúncias anônimas, mas as provas para incriminar os responsáveis pelo homicídio ainda estavam nebulosas, por conta das diversas versões sobre o horário e as circunstâncias em que o idoso foi visto pela última vez, além do fato de curiosos terem circulado pelo local do crime, antes da chegada dos policiais que atenderam a ocorrência.

Foi feita uma varredura minuciosa na casa e ao redor dela e os polícias encontraram indícios de como os assassinos entraram e saíram do local, já que nenhuma porta ou janela foi arrombada. O delegado também descobriu que um dos prováveis motivos para o crime era a especulação de que o “Chico Guilherme” costumava guardar grande quantia em dinheiro dentro de casa.

Perícias técnico-científicas usando equipamentos modernos foram solicitadas, quebra do sigilo telefônico e da movimentação financeira foi concedida pela justiça e as informações foram verificadas, e novos depoimentos reforçaram a tese de que “Chico Guilherme” foi surpreendido enquanto cozinhava por pelo menos dois assaltantes inexperientes que roubaram alguns objetos da casa mas deixaram para trás o dinheiro guardado no bolso da roupa que a vítima vestia.

 

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