Sete réus são condenados a mais de 230 anos, após três dias de júri popular

O júri popular durou três dias, acumulando quase trinta horas.

O Conselho de Sentença da 2ª Vara do Tribunal do Júri condenou, nesta quarta-feira, 10, sete réus pelos crimes de homicídio qualificado, cárcere privado, tortura, ocultação de cadáver e organização criminosa. O crime ocorreu em 2017. O júri popular durou três dias, acumulando quase trinta horas.

No primeiro dia de julgamento, na segunda-feira, 8, foram feitos os depoimentos e interrogatórios. No segundo dia, terça-feira, 9, os debates e no último dia, a quesitação. Somadas, as penas, que devem ser cumpridas em regime inicial fechado, ultrapassam a 230 anos.

Crime

Conforme a denúncia, a vítima Júlie de Lima Ribeiro, 19 anos, era integrante da organização criminosa, denominada PCC e, juntamente com um comparsa, estariam envolvidos na morte de um integrante do mesmo grupo, Luiz Leandro Castro Araújo, fato ocorrido em setembro de 2017.

Ainda de acordo com os autos, a partir desse fato, integrantes do PCC iniciaram o plano de capturar, interrogar, julgar e sentenciar os responsáveis pela morte de Luiz Leandro Castro Araújo.

A vítima foi atraída pela rede social para uma residência e, a partir desse momento, ficou em cárcere privado para o ‘julgamento’ por parte organização criminosa, no qual foi ordenada a execução e, posteriormente, a ocultação de cadáver. O corpo foi encontrado mais de dois meses após o homicídio.

Confira a individualização das penas.

– Geovani de Souza Lima – condenado há 34 anos 1 mês e 15 dias em regime fechado.

– Maicon da Silva Nascimento – 39 anos 8 meses e 60 dias multa.

– Maria Cégobe Ferreira – 34 anos – no regime fechado

-Felipe dos Santos -27 anos 10 meses e 15 dias multa

-Felipe Brito do Nascimento -27 anos 10 meses e 15 dias

– Willy Duarte Gois – 29 anos e 9 meses

-Patrícia Barbosa de Souza -39 anos e 8 meses

–  Com excessão da acusada Maria Cégobe, que continuará sendo monitorada por tornozeleira eletrônica, o Juiz negou aos réus o direito de recorrer da decisão em liberdade.

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