Publicado em 20 de agosto de 2013

Acre tem uma das três melhores estratégias de combate à malária das Américas

Pelo terceiro ano consecutivo, o Acre participa do concurso realizado pela Organização Pan-americana de Saúde (Opas) representando o Brasil. O prêmio é dedicado às melhores estratégias de combate à  malária nas Américas e, neste ano, a premiação será entregue em cerimônia realizada nos Estados Unidos, em outubro. Nos dois últimos anos, o estado ficou em segundo lugar no concurso.

Uma equipe da Opas chegou a Rio Branco na segunda-feira, 19, para acompanhar o trabalho desenvolvido no combate à malária e produzir um vídeo-documentário.  O gestor de conhecimentos e comunicação da organização, Ary Rogério Silva, informa que o Acre concorrerá com a República Dominicana e a Colômbia.

Para a produção do vídeo, Silva e sua equipe visitaram a TV e Rádio Aldeia e Rádio Difusora Acreana para acompanhar de perto a produção e veiculação de programas como o Saúde em Dia, que leva, semanalmente, informação sobre a saúde do estado a todos os lugares do Brasil e do mundo. Ary Rogério também irá para os municípios de Rodrigues Alves e Cruzeiro do Sul para ver de perto o trabalho desenvolvido pelas equipes da Divisão de Endemias do Estado.

Depois da maior epidemia da doença já registrada no estado, em 2006, quando foram notificados mais de 93 mil casos, diversas estratégias foram esquematizadas pelo governo do Estado, em conjunto com os municípios e o Ministério da Saúde. O programa de combate à malária é desenvolvido pelos agentes de endemias, que passam diariamente nas residências, em especial no Vale do Juruá, onde a incidência de casos da doença é maior, tentando identificar pessoas infectadas e orientando a população.

Outra estratégia que tem colaborado para que o número de casos da doença venha diminuindo consideravelmente, é a distribuição de mosqueteiros impregnados com repelente. Os mosqueteiros impregnados são distribuídos desde 2007. Somente neste ano, foram investidos mais de R$ 500 mil na compra de equipamentos, como barcos, motor de polpa, bicicletas e mobiliários, por exemplo, para fortalecer as ações desenvolvidas.

Agentes de Endemias visitam regularmente às famílias no Vale do Juruá (Foto: Angela Peres/Secom)

 

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